Registros saltaram de 15 para 23 em quatro dias; vacinação está em índices inferiores aos desejados e imunizanrtes estão disponíveis em todas as UBS para pessoas de 6 meses a 59 anos de idade
A Secretaria Estadual da Saúde informou na sexta-feira, 7/8, que o número de casos de sarampo no estado subiu de 16 para 23 em quatro dias Segundo a pasta, 14 pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é atualmente o único estado com casos confirmados da doença, situação que caracteriza um surto ativo. Esse cenário ocorre quando há casos interligados que formam uma cadeia de transmissão do vírus.
O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem e pode causar pneumonia, encefalite, desidratação grave, provocar sequelas permanentes e até levar à morte. Ele é transmitido pelo ar, principalmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Seus primeiros sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.
Os índices de cobertura da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) no Brasil continuam abaixo da meta do Ministério da Saúde. Este ano, a primeira dose cobriu 77,5% da população-alvo e a segunda, 65,5%. A meta é de 95% para as duas. Em 2025, os percentuais foram 94% e 84,4%.
Desde segunda-feira, 3/8, o estado promove uma campanha com prioridade para a vacinação contra sarampo e poliomielite para pessoas de 6 meses a 59 anos de idade. Em Barueri, a vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O município informou que não registrou casos da doença em 2025 nem em 2026 até agora.
Para ser vacinado, é preciso apresentar a caderneta de vacinação, um documento de identidade ou certidão de nascimento, CPF e, se disponível, o Cartão do SUS. Os horários de atendimento e os locais de vacinação podem ser consultados em cada Unidade Básica de Saúde.
O Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016 o certificado de eliminação do sarampo depois de ficar um ano sem circulação sustentada do vírus. Em 2019, perdeu a certificação ao registrar 18 mil casos da doença. Depois, em 2024, voltou a receber o documento, mas o aumento de casos em São Paulo pode resultar em nova desclassificação.
A Secretaria de Estado da Saúde tem o portal Vacina 100 Dúvidas, que responde as perguntas mais frequentes.































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