Ressurgimento do sarampo na Grande São Paulo reforça importância da vacinação

Ressurgimento do sarampo na Grande São Paulo reforça importância da vacinação

Doença havia sido erradicada em 2016, mas voltou em razão da queda da cobertura vacinal; vírus pode causar pneumonia, encefalite, provocar sequelas permanentes e até levar à morte

A prefeitura de Barueri divulgou um alerta em caráter de urgência sobre a necessidade de manter a vacinação contra o sarampo em dia. A doença estava controlada mas o aparecimento de novos casos na Região Metropolitana trouxe de volta a preocupação sobre seu crescimento.

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem e pode causar pneumonia, encefalite, desidratação grave, provocar sequelas permanentes e até levar à morte. Ele é transmitido pelo ar, principalmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Seus primeiros sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.

A doença pode atingir pessoas de qualquer iade. Os casos registrados este ano, 11 na capital e dois em São Bernardo do Campo, acometeram bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos de idade.

O Brasil havia eliminado o sarampo em 2016, mas a queda da cobertura vacinal causou o aumento da circulação do vírus. Atualmente, o índice de imunização está abaixo da meta de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde.

A vacinação contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A agenda de vacinação segue o seguinte protocolo: crianças devem tomar a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses; pessoas de 1 a 29 anos, devem tomar duas doses, caso não tenham sido vacinadas; quem tem de 30 a 59 anos toma uma dose se não tiver sido vacinadas; e profissionais de saúde, duas doses.

Quem tiver dúvidas sobre o esquema vacinal ou precisar atualizar as doses deve procurar a UBS mais próxima.