Cantora está em disputa desde 2024 com Léo Stuart, da banda Tihuana, por causa de danos que obra teria causado na residênia do vizinho, no Tamboré
A Justiça de Barueri determinou que a cantora Simone Mendes realize, no prazo de 30 dias úteis, reparos em áreas da residência do guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana. A disputa judicial teve início em 2024 e envolve danos que, segundo a ação, teriam sido provocados por obras realizadas na propriedade da cantora, no Tamboré 1.
A decisão determina a paralisação da obra e a recuperação das estruturas atingidas. Entre as medidas previstas estão a reconstrução de muros e de outras partes que teriam sido demolidas, a retirada de entulhos e a restauração do imóvel às condições anteriores.
A determinação foi assinada pela juíza Daniela Nudeliman Guiguet Leal. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil.
A decisão também prevê uma alternativa para garantir a execução dos reparos. Caso Simone Mendes não cumpra a determinação, Léo Stuart poderá realizar as obras por conta própria e, posteriormente, apresentar os comprovantes das despesas no processo para solicitar o ressarcimento dos valores referentes aos danos materiais.
A disputa ganhou novos capítulos depois que os advogados do guitarrista alegaram que Simone não teria cumprido uma determinação anterior para interromper as obras e realizar a reconstrução. A defesa também pediu o aumento da multa em razão do suposto descumprimento.
Os advogados da cantora, por sua vez, argumentaram que os reparos não poderiam ser executados de maneira imediata, pois seriam necessários documentos e especificações técnicas, como projeto, planta e memorial descritivo, para reproduzir a estrutura existente anteriormente.
Simone também recorreu contra a tutela de urgência e tentou suspender a paralisação da obra. Em abril de 2026, porém, a 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou, por unanimidade, o recurso e manteve a determinação.
Apesar da possibilidade de realizar os reparos e posteriormente buscar o ressarcimento na Justiça, a reconstrução ainda não teria sido iniciada por Léo Stuart.
Segundo o advogado do músico, a preocupação está relacionada ao sistema de drenagem da obra vizinha. A avaliação da defesa é de que reconstruir o muro antes da conclusão da drenagem poderia fazer com que a estrutura voltasse a ser danificada em caso de chuvas fortes.
O processo segue em andamento na Justiça e as alegações apresentadas pelas partes ainda são objeto de análise judicial.































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