Estado registra mais de 63 mil pedidos de medidas protetivas no primeiro semestre

Estado registra mais de 63 mil pedidos de medidas protetivas no primeiro semestre

Registros vêm crescendo ininterruptamente e mais que dobraram nos últimos cinco anos; nos cinco primeiros meses do ano, foram registradas 31.377 ocorrências de lesão corporal dolosa, crescimento de 11%

O número de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência no estado de São Paulo ultrapassou os 63 mil casos no primeiro semestre do ano. Foram 63.513 denúncias, o que representa uma média de 351 por dia.

Os registros vêm crescendo ininterruptamente no estado e mais que dobraram nos últimos cinco anos. Em 2021, foram concedidas 30.857 medidas. Na última contagem semestral, houve aumento de 9%.

A medida protetiva é uma ordem judicial de urgência que protege vítimas de violência doméstica física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Uma vítima pode conseguir mais de uma medida. Elas podem proibir condutas do agressor, como aproximação e contato, além de proporcionar auxílios, acompanhamento e outras formas de proteção à vítima.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, a violência contra a mulher não para de crescer. Nos cinco primeiros meses deste ano, foram registradas 31.377 ocorrências de lesão corporal dolosa, 11% a mais que em igual período de 2025, e 125 feminicídios, alta de 15%. São dois a cada três dias.

Para solicitar a medida, a vítima não precisa estar acompanhada de advogado. Ela pode escolher o órgão que preferir, como o Creas ou o Ministério Público. Nos casos de urgência, deve procurar delegacias, promotorias ou defensorias públicas, comuns ou especializadas no atendimento a mulheres.