Alterações na região da Praça das Artes causaram irritação por fechamento de caminhos, necessidade de dar grandes voltas e permanência de congestionamentos
A obra de duplicação da rodovia Castelo Branco vai piorar a vida de pedestres, motoristas e passageiros de ônibus. Essa é a impressão de boa parte das pessoas que passaram pela região da Praça das Bandeiras e pelo acesso da estrada no primeiro dia após e entrega da ampliação pelo governador Tarcisio de Freitas.
Durante os quatro anos que durou a obra, o barueriense passou por grandes transtornos e a expectativa de que tudo valeria a pena. “Mas fazia tempo que a gente achava que nada ia melhorar, e foi o que aconteceu. Na verdade, piorou”, afirma Felipe Kurita, que mora nos Altos.
A duplicação provocou várias intervenções no trânsito, alongando percursos que as pessoas fazem diariamente, deslocando ponto de ônibus para longe do local original e sufocando o tráfego em vários locais.
A sobrecarga nas ruas dos bairros da região, em razão dos desvios que os motoristas faziam para fugir de congestionamentos, permaneceu. “Eu esperava que a gente pudesse voltar a fazer o caminho de antigamente, mais curto e rápido, mas está tudo igual”, explica Fernanda Branco. “Ainda bem que tem o aplicativo.”
Outra queixa diz respeito exatamente a informação e orientação ao motorista. “Ninguém explica nada, a gente tem que adivinhar”, diz Manoel Pedro, do Jardim Audir. “E a cada dia a coisa muda e a gente não sabe o que tem que fazer, por onde ir.”
Principais mudanças
A passagem sob a Castelo Branco, que era mão dupla, agora tem sentido único, da avenida Tancredo Neves para a rua da Prata. Quem precisar atravessar a rodovia no sentido oposto, precisa pegar a nova via da estrada até o trevo do Rotary para seguir caminho.
Não há mais a passagem do Boa Vista para a rua da Prata. Moradores do bairro quem trafega a partir da Delegacia terão de alterar seu deslocamento e dar uma volta usando vias locais.
Quem tráfega pela Tancredo Neves rumo às estradas dos Altos e Romeiros, terá de passar sob a Castelo, avançar pelas novas pistas da rodovia e tomar o novo acesso ao trevo do Rotary. Ocorre que o local é estreito e na quinta-feira, 2/7, primeiro dia das mudanças, o ponto ficou congestionado desde a manhã.
Os passageiros de ônibus que embarcam ou desembarcam na Praça das Bandeiras também foram afetados. Como a via foi fechada, o ponto foi transferido para o trevo do Rotary, do outro lado da rodovia, obrigando os usuários a cruzar toda a ponte sobre a rodovia na ida e na volta,































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