RISOS DISCRETOS – Vereador denunciou colega por ter se apropriado de projetos seus e sentou a madeira sem dó. Sobrou até para a turma do deixa-disso
O trem ficou doido no Parlamento 26 de Março
Pois é, amados e fiéis leitores, eis-me aqui novamente impávido e colossalmente colosso para narrar os últimos acontecimentos dos ínclitos e coroados representantes da urbe barueriense que, “per si”, consideram as suas próprias palavras magistrais e assertivas. Sem um pingo de modéstia, despudoradamente, sem ficarem nem um pouquinho ruborizados, afirmam com todas as letras que, uma vez que foram ungidos pelo sufrágio popular, podem meter seus bedelhos em todas as questões, inclusive naquelas de que não entendem patavina nenhuma. Em tempo, é importante que se ressalve também, que alguns desses seres iluminados estouvadamente declararam recentemente do alto da tribuna que são eles que mandam na cidade.
O repúdio do presidente
Na última sessão do vetusto e indefectível parlamento, não pude deixar de observar e me surpreender com a atitude do sempre circunspecto e centrado presidente Wilson Zuffa, que ao final, bem no finalzinho dos trabalhos, fez uma manifestação na qual desagravou a classe dos gloriosos vereadores brasileiros, que na sua visão foram literalmente ultrajados com uma declaração de um deputado federal, que confesso a vocês meus leitores, nunca tinha ouvido falar. Então fui procurar saber. Amom Mandel Lins Filho foi filiado ao partido Republicanos e hoje está no Cidadania. Foi vereador de Manaus em 2020, aos 19 anos. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Amazonas.É o primeiro deputado federal autista declarado do País.
“Vereador e merda é a mesma coisa”
Pois é meus ínclitos e considerados leitores, a frase “vereador e merda é a mesma coisa” foi dita por ele agora, em abril de 2026, ironizando a limitação do poder político e a ineficácia que sentiu ao atuar como vereador em Manaus. O parlamentar, que também criticou a Câmara Federal, sugeriu transformar vereadores em conselheiros sem salário fixo. Frustração com o poder: Amom afirmou que sua experiência como vereador mostrou que criar boas leis não garante sua execução, descrevendo a atuação como “merda” por não conseguir mudar a realidade como idealizava. Isso irritou a colenda classe e provocou a manifestação do venerável presidente. (risos discretos)
Salamaleques e babações de ovos
Não fossem alguns arranca-rabos que já estão se tornando contumazes dentro do imponente Parlamento 26 de Março, as sessões estariam decorrendo dentro das casmurras e sonolentas modorras das babações de ovos, salamaleques mil, nomeações de logradouros públicos, moções de aplausos, ofertas de títulos de cidadania para ilustres desconhecidos, indicações que levam de lugar algum para lugar nenhum, minutos de silêncios e votos de pesares, convites para que homenageados e seus séquitos adentrem ao plenário para posarem para fotos juntos com edis, todos com sorrisos plastificados. Não posso me esquecer é claro das “inocentes crianças estudantes que, segundo os nobres edis, recebem a “graça” de aprender com eles a se tornarem bons cidadãos, políticos honestos e os cambaus”. (risos discretos)
O vereador Clayton desceu a madeira
Minha Nossa Senhora da Escada, o vereador Clayton da Saúde, cujo nome original sem o epíteto é José Clayton da Silva, estava muito invocado, mordido pra cacete, parecia que tinha sido picado por uma surucucu pico de jaca e foi à tribuna e enfiou a madeira em um dos seus colegas também vereador, mais assemelhado a um “amigo da onça”, aproveitador sorrateiro, venal que invadiu o seu território e literalmente lhe roubou os louros das suas indicações que foram atendidas pelo prefeito Roberto Piteri. Isso mesmo, amados leitores, segundo ele, um colega nessas alturas do campeonato “nem tanto tão nobre”, sorrateiramente aproveitou a presença do prefeito no local, deitou e rolou como se fosse ele o autor das indicações das obras realizadas. (risos discretos)
O Ziriguidum foi lá no Vale do Sol
O bate-fundo aconteceu lá pras bandas do Vale do Sol à revelia do Clayton, que pelo visto sequer sabia que o alcaide-mor estaria presente, mas o tal “amigo da onça”, que deve ter uma boa rede de informações, tomou nota de tudo e lá compareceu todo pimpão e frajola e usufruiu de tudo na maior carantonha, esbravejou quase à beira de uma apoplexia o inconformado Clayton. “Falta de respeito, atitude antiética, esse sujeito quer se apropriar do trabalho dos outros”, dentre outros adjetivos desairosos é claro.
O desespero é tão grande, parece estar em campanha
O nobre edil Clayton estava mesmo virado num Jiraya, muito invocado, disse não entender o procedimento do tal colega que classificou estar agindo como se estivesse em campanha eleitoral. “Não estou entendendo isso, esse desespero tão grande, o sujeito faz questão de ser antiético e desrespeitoso. Eu fiz os pedidos e ele vem vistoriar depois dos mesmos serem atendidos. Pelo visto, tem alguém que o avisa quando eu não estou lá e aí ele aparece fazendo fotos e vídeos para publicar nas redes sociais.” Em tempo, aviso aos navegantes, o nosso preclaro vereador reclamante omitiu o nome do seu colega amigo da onça (o grifo é nosso)
A alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo
Nessa altura do alvoroço, outros nobres colegas de plantão curiosos ou apenas querendo ver as labaredas aumentarem, murmuravam entre dentes pedindo o nome do já considerado sacripanta, mas para decepção geral o nobre Clayton não declinou, apenas disse que o mesmo não se encontrava presente na aziaga sessão. Foi então que o vereador Dimi solicitou um aparte e munido de um balde de gasolina verbal fez provocações para que o nome do suposto sacripanta fosse citado, usando o argumento que isso seria em nome da verdade (sic), mas isso não adiantou, pois o acusador se recusou a fazê-lo. “Eu não vou citar o nome, mas ele sabe muito bem que me refiro a ele e não a ninguém que está aqui hoje” Concluiu. Em tempo, o nosso serviço secreto descobriu que o pivô dessa novela mexicana é o vereador Ornedo Neves.
O vereador Keo resolveu passar um pano
Cheio de dedos e habilidades, o vereador Keo Oliveira, que é o líder do prefeito Beto Piteri na colenda câmara municipal, fez uso da palavra e literalmente passou um pano defendendo o acusado, aparentemente numa tentativa de apaziguar os ânimos, instando ao acusador para que não se irritasse e não ficasse com ciúmes, mas isso enfureceu mais ainda ao vereador Clayton.
Aí foi que o barraco desabou
Nessas alturas dos acontecimentos o fogaréu do inferno foi atiçado, com labaredas incandescentes e bolas de fogo saltando para todos os lados num verdadeiro salve-se quem puder. Clayton disse que as únicas pessoas que o fazem sentir ciúmes são seus filhos e a sua esposa e enfatizou que tal vereador que foi ao seu reduto procurou desmoralizá-lo sim, e disse literalmente para que o mesmo tomasse vergonha na cara e fosse trabalhar. “Isso é coisa de aproveitador, querer criar nome em cima da minha pessoa jamais” Chiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Depois virou a metralhadora para o Keo
Ainda muito invocado, especialmente com o vereador líder do prefeito, Keo Oliveira, afirmou que o mesmo estava “passando um pano” para o desrespeitador da Capitania Hereditária dele, Cleyton “porque ele Keo e o invasor eram cupinchas.” Nesse momento, Clayton fez menção de que iria falar mais alguma coisa, porém se conteve e engoliu as palavras dizendo que não o faria porque poderia ser acusado de ferir o decoro parlamentar, ou algo assim. “A minha vontade era de falar algo aqui, pois não tenho rabo preso com ninguém! “Hummmmmmm, aí tem coisas, né amados leitores, mistérios guardados quem sabe até um próximo capítulo.
A fila das cestas básicas
Já o vereador Allan Miranda, que afirmou estar lutando pelos interesses do funcionalismo público municipal, primeiramente falou que está lutando para descongelar uma certa verba à qual os barnabés têm direito e que teria ficado retida desde os tempos da famigerada pandemia da Covid e já deveria ter sido paga, mas o governo municipal fica na “miguelagem.” Outrossim, ele lembrou também ter ficado extremamente compungido, contrito e quase disposto a fazer o caminho de Santiago de Compostela como penitência, ao ver o sofrimento de milhares de funcionários da prefeitura numa sinuosa fila para retirarem as suas cestas básicas. A sua atual luta, a qual ele jura de pés juntos que nada tem a ver com os seus interesses políticos eleitorais, é o da conquista do vale refeição e bufunfa ao invés da cesta. “O que falta é vontade política”, concluiu. (risos discretos)
Thiago Rodrigues rebateu o Allan
Diante do que foi exposto pelo nobre vereador Allan Miranda, o situacionista vereador Thiago Rodrigues retrucou a fala do seu colega, indagando ao mesmo os motivos pelos quais somente agora ele resolveu abordar esse tema já que ele é vereador há tanto tempo, ao mesmo tempo que criticou o vídeo veiculado pelo mesmo nas mídias sociais. De quebra, Thiago aproveitou o ensejo para culpar o ex-prefeito Gil Arantes pelo fato de o funcionalismo municipal ter perdido o décimo quarto salário, que antes no governo do ex-prefeito Furlan tinha a nomenclatura de abono-merecimento.
Sessão bordoadas nos secretários
Para quem pensava que o clima de disputa entre secretários e nobres vereadores havia arrefecido, se enganou redondamente, pois o clima continua muito tenso entre eles naquela arena de disputa para ver quem é que manda mais, ou pensa que manda. A bola da vez agora é o secretário da Segurança Urbana e Defesa Social do município, Rinaldo de Albuquerque Pereira, que alguns dizem maldosamente entre dentes que a denominação correta seria “Secretário da Insegurança Pública”. Na ultima sessão da augusta casa de leis, o vereador Rodrigo Rodrigues, desceu a lenha no mesmo destacando um suposto abandono do Jardim Califórnia, Engenho Novo e adjacências, onde pilantras juramentados, ladrões, drogados e demais componentes dessa vasta fauna pululam livres, leves e soltos sem serem abordados pela polícia ou pela Guarda Municipal.
Falta diálogo entre o secretário e o comandante da Guarda
O vereador acusou com todas as letras a falta de diálogo entre o secretário de Segurança Urbana e Defesa Social e o comandante da Guarda, o que para esse velho escriba soa como uma guerra interna ou alguém montando uma casa de caboclo, ou literalmente, tem gente querendo puxar tapetes. Em resumo, é briga por poderes. Futrica pra lá, futrica pra cá, enquanto isso a vagabundagem vai tomando conta dos espaços sem policiamento. “Não existe diálogo entre o secretário e o setor operacional, é o ego prejudicando a população. O prefeito é quem ter que ver a incompetência e a inoperância do secretário que não tem visão e sequer conhece a cidade”, finalizou o vereador Rodrigo Rodrigues, que fez questão de deixar claro já ter feito parte desse atual governo.
O vereador Dimi corroborou
No embalo às críticas do agora autodeclarado como ex-apoiador do atual governo, o vereador Dimi, que parece adorar um incêndio com bastante labaredas, deu o seu pitaco destacando que as mazelas vividas na região do Jardim Califórnia e adjacências refletem aquilo que está ocorrendo na cidade toda, segundo a sua visão, com tráfico de drogas, roubos, furtos, prostituição… enfim, a cidade de Barueri está transformada em uma espécie de Sodoma e Gomorra.(o grifo é nosso) “Não sei o que está acontecendo dentro da guarda”, finalizou.
Já o vereador Leandro Canaã
O também vereador Leandro Canaã não se fez de rogado e teceu comentário dentro do tema envolvendo a segurança no município e fez uma interessante afirmação quando disse com todas as letras que, se por acaso vier a cruzar em algum logradouro com o atual secretário da Segurança da cidade, não saberá identificá-lo pelo fato de nunca tê-lo visto pessoalmente ou por qualquer outro meio. E mais, ele disse ainda que um determinado deputado (não declinou o nome) teria oferecido uma certa quantidade de fuzis para uso da guarda municipal, mas, segundo as suas palavras, o secretário teria recusado o presente. Bão minha gente a coisa está feia né.





























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