Moradora viu mulher que sofria tentativa de estupro no Bethaville bater nas portas do andar pedindo socorro, mas ajuda só apareceu depois de começar a gritar “fogo”
A mulher que ajudou a nutricionista Jéssica Soares durante uma tentativa de estupro dentro do próprio apartamento no Bhetaville, contou que precisou gritar que havia um incêndio para conseguir chamar a atenção dos demais moradores do prédio. Segundo ela, os pedidos de socorro feitos anteriormente não fizeram com que os vizinhos deixassem suas casas.
A consultora de negócios Dini Perez relatou que ouviu Jéssica desesperada no corredor, batendo nas portas dos apartamentos e pedindo ajuda. De acordo com ela, a vítima gritava que o agressor tentava matá-la.
No momento em que percebeu a movimentação, Dini estava no banheiro. Ela contou que colocou rapidamente um blazer por cima da roupa de dormir e saiu para verificar o que estava acontecendo. A consultora afirmou ainda que normalmente passa os fins de semana em outro local, mas que, justamente no dia do crime, permaneceu em casa.
Ao chegar ao corredor, Dini afirmou ter encontrado Wellington atacando a nutricionista. Sem saber detalhes do que havia ocorrido, a vizinha decidiu intervir e conseguiu afastar o homem da vítima.
Após perceber que continuava sem receber apoio dos demais moradores, a consultora passou a gritar “fogo”. Foi somente diante da possibilidade de um incêndio no prédio que outras pessoas abriram as portas e perceberam a situação.
Alguns homens ajudaram a conter o suspeito até a chegada da polícia. No entanto, Dini afirmou ter ficado impactada com a demora na reação dos vizinhos e com a falta de acolhimento imediato à vítima após o ocorrido.
“Um pensamento não saía da minha cabeça depois. Por que ninguém abriu a porta? Por que ninguém ajudou?”, questionou.
A consultora também disse que a experiência a fez refletir sobre a importância de mulheres aprenderem formas de se proteger em situações de risco.
Segundo ela, Jéssica decidiu tornar o caso público como forma de incentivar outras mulheres a buscar conhecimento sobre defesa pessoal e prevenção contra agressores.
Wellington implorou ao juiz para não permanecer preso durante a audiência de custódia. No entanto, a periculosidade do criminoso justificou, segundo o juiz, que ele permanecesse preso.
Jéssica afirma que após o ocorrido sente tremores dificuldades para dormir. A vítima conta ter recebido pelo Instagram, o relato de outras três mulheres que teriam sido abusadas pelo agressor, que tem passagens por tráfico internacional de pessoas, lesão corporal, violação de domicílio e estupro.































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