Supermercados começam a vender remédio após entrar em vigor a lei que autoriza

Supermercados começam a vender remédio após entrar em vigor a lei que autoriza

Consumidores aprovam a novidade de comprar medicamentos, especialmente os obrigatórios de uso contínuo, e pagar tudo de uma só vez no caixa

A nova regra que permite a venda de remédios em supermercados começou a funcionar esta semana. Na quarta-feira, 16/7, um estabelecimento da Vila Leopoldina, na capital, foi o primeiro a adotar a prática.

A nova lei, aprovada em março e sancionada pelo presidente Lula, permite que a venda de remédios ocorra dentro do mercado. Até então, o que havia eram farmácias na entrada da loja com estrutura própria.

Mesmo assim, os novos setores de medicamentos dos supermercados terão de cumprir normas das drogarias tradicionais, como a separação física entre os dois estabelecimentos e a presença de um farmacêutico durante todo o horário de atendimento.

Clientes que conheceram a novidade destacam a praticidade de aproveitar a ida ao mercado e no mesmo local comprar os remédios, especialmente os obrigatórios de uso contínuo, e pagar tudo de uma só vez.

A nova legislação não altera as exigências para a venda. Os remédios que não exigem receita, podem ser comprados diretamente, enquanto os que exigem prescrição médica só podem ser vendidos mediante apresentação da receita, que será retida quando previsto por lei.

De acordo com a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (Abcfarma), o estado de São Paulo tem 16.621 farmácias e drogarias. A expectativa é de que novas unidades sejam abertas nos próximos meses com a mudança na lei.