Soldado PM de Barueri começa a ser julgado por morte de delator do PCC

Soldado PM de Barueri começa a ser julgado por morte de delator do PCC

Vinicius Gritzbach foi assassinado ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos em 8/11/2024; ele teria desviado R$ 100 milhões da facção e delatado à polícia membros do grupo e policiais envolvidos com crimes

O soldado Ruan Silva Rodrigues que atuava no 20º Batalhão de Polícia Milirtar, em Barueri, começou a ser julgado na segunda-feira, 22/6, pelo assassinato de Vinicius Gritzbach ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos em 8/11/2024. A vítima era apontada como delator do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além de Ruan, estão sendo julgados o cabo Dênis Antônio Martins, do 30º Batalhão, de Carapicuíba, e o tenente Fernando Genauro da Silva, do 23º Batalhão, de Pinheiros. Os dois primeiros são acusados de terem atirado contra Vinicius. O tenente teria dirigido o carro usado na fuga do trio. Ele era amigo da vítima a frequentava sua casa.

Os policiais estão presos no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital, e são acusados de homicídio doloso e organização criminosa. Eles também vão responder pela morte de um homem que passava pelo local do crime e de outras duas pessoas que saíram feridas no tiroteio.

Continuam foragidos dois homens apontados como mandantes do crime, o traficante Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Ciagarreiro, e Diego dos Santos Amaral, o Didi, além de Kauê do Amaral Coelho, que seguiu a vítima pelo aeroporto e indicou sua localização aos matadores.

Vinicius foi assassinado, de acordo com as investigações, supostamente por ter desviado R$ 100 milhões do PCC e por ter delatado à polícia membros do grupo e policiais envolvidos com o crime.

O julgamento deve se estender até sexta-feira, 26/6.