Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública apontam que entre janeiro e junho houve 10.924 detenções; na região são frequentes os flagrantes e prisões de foragidos pela PM
O número de prisões em flagrante e apreensões de adolescentes por crimes de violência doméstica e familiar registrou crescimento expressivo no estado de São Paulo nos seis primeiros meses de 2026. Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) apontam que, entre janeiro e junho, foram contabilizadas 10.924 detenções, frente às 8.692 registradas no mesmo período do ano anterior, o que representa uma alta de 25,7%.
A cidade de São Paulo lidera o ranking de ocorrências, com 1.768 prisões e apreensões, seguida pela região metropolitana, que somou 1.552 casos. Também aparecem entre os maiores números as regiões de Ribeirão Preto (1.203), Campinas (1.095) e Sorocaba (1.053).
Somente em junho deste ano, as forças de segurança efetuaram 1.741 prisões em todo o estado. O total supera em 26,6% o registrado no mesmo mês de 2025, quando houve 1.375 casos. Na comparação com junho de 2024, o aumento chega a 44,4%.
De acordo com a delegada Cristine Nascimento, titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o crescimento está relacionado tanto ao fortalecimento das políticas de proteção quanto à maior procura das vítimas pelos canais de denúncia. Segundo ela, a combinação entre denúncias e resposta mais rápida das autoridades contribui para interromper situações de violência e responsabilizar os agressores.
Entre as iniciativas implantadas pelo governo estadual está a Cabine Lilás, serviço da Polícia Militar que direciona chamadas relacionadas à violência doméstica para policiais femininas. As equipes orientam as vítimas sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, acesso à rede de acolhimento e benefícios como o auxílio-aluguel, quando aplicável. Desde sua criação, o serviço já realizou cerca de 34 mil atendimentos.
Outra ferramenta disponível é o aplicativo SP Mulher Segura, que possibilita o registro de boletins de ocorrência pela internet, consulta de unidades policiais e acionamento do botão do pânico, recurso que comunica simultaneamente a polícia e um contato de confiança previamente cadastrado.
O estado também conta com a Patrulha SP Mulher Segura, grupo especializado da Polícia Militar que realiza acompanhamento preventivo de mulheres atendidas pelos serviços de proteção e reforça o policiamento em situações consideradas de maior risco.
A rede de atendimento ainda foi ampliada com a implantação dos Espaços Lilás em unidades da Polícia Militar, voltados ao acolhimento e orientação de mulheres em situação de violência.
No combate aos crimes contra mulheres, a SSP também promoveu, em julho, a Operação Mulher Protegida, que terminou com a prisão de 174 suspeitos, sendo 98 capturados em flagrante e outros 76 por força de mandados judiciais.
Atualmente, São Paulo dispõe de 144 Delegacias de Defesa da Mulher, das quais 19 funcionam em regime de plantão permanente. O estado mantém ainda 235 Salas DDM Online, que oferecem atendimento especializado por videoconferência em delegacias de plantão.
Casos se multiplicam na região
Em Barueri e região, o 20º BPM/M tem detido com frequência homens em situações de violência doméstica em flagrante ou foragidos da Justiça. No caso mais recente, na manhã de terça-feira, 3/4, policiais atenderam ao chamado de uma vítima em Jandira. Ela apresentava lesões na região do pescoço e relatou ter sido agredida pelo próprio filho.
O autor também apresentava escoriações na região da cabeça, ocasionadas por um familiar que interveio. Ambos foram encaminhados para atendimento médico e o agressor foi preso em flagrante pelos crimes relacionados à violência doméstica.































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