Mortes no trânsito caem no estado, mas na capital crescem em acidentes de moto

Mortes no trânsito caem no estado, mas na capital crescem em acidentes de moto

Acidentes com motocicletas somam 40% das mortes no trânsito, com média de mais de 13 mil óbitos anuais no Brasil, a maioria na faixa de 20 e 24 anos.

O número de mortes no trânsito no estado de São Paulo caiu no primeiro semestre de 2026, na comparação com o ano anterior. Mas na capital, a tendência avançou no sentido contrário, com aumento nos registros de óbitos em ocorrências com motocicletas.

De acordo com o Infosiga, plataforma operada pelo Detran que gerencia dados sobre acidentes de trânsito, enquanto na soma de todo o estado o número de mortes de motociclistas e garupas caiu de 1.345 para 1.327 (queda de 1,3%), na capital, os registros subiram de 483 para 489 (alta de 1,2%). O índice representa 2,68 casos por dia apenas na capital. Somados à Grande São Paulo, são 4 mortes diárias.

Os últimos anos vêm registrando expressivo aumento no número de motocicletas em circulação. Na capital, a estimativa é de que existam 1,2 milhão de veículos. Nos demais municípios da Região Metropolitana, a frota saltou de 624 mil para mais de 936 mil unidades entre 2017 e 2023, um aumento de 50%.

O crescimento do serviço de entregas durante a pandemia acelerou a expansão. Hoje, milhares de entregadores se utilizam de motos para trabalhar. Pressionados pela necessidade de aumentar o volume de trabalho, estudos mostram que eles descuidam da manutenção dos veículos, fazem jornadas extensas sem o devido descanso e, no dia a dia, desobedecem com frequência regras de trânsito, como trafegar acima da velocidade segura, passar sinais fechados  e andar na contramão, entre outros, o que aumenta os riscos de acidentes.

Um levantamento nacional mostra que acidentes envolvendo motocicletas representam 40% das mortes registradas no trânsito, com uma média de mais de 13 mil óbitos anuais. Em Barueri e em todo o estado de São Paulo, os motociclistas representam quase metade das mortes nas ruas e a maioria deles tem entre 20 e 24 anos.