Prefeito de Barueri esteve sessão da Câmara Municipal na terça-feira (9/12); em discurso na tribuna, ele afirmou que espera estar de volta na Casa para o discurso de despedida, dia 1º de janeiro, sem citar possível candidatura à reeleição
Cauê Rigamonti
O prefeito de Barueri Beto Piteri (Republicanos) sugeriu, em discurso na tribuna da Câmara Municipal de Barueri, que não deve se candidatar à reeleição em 2028. A fala do chefe do Executivo reforça a tendência de que ele cumprirá seus quatro anos deste mandato, “devolvendo” a Prefeitura ao clã Furlan (veja mais abaixo).
“O meu grande sonho é fazer um grande governo, é fazer um grande mandato”, discursou Piteri na tribuna da Câmara, durante a última sessão ordinária do ano, na terça-feira (9/12). “O único sonho que eu tenho hoje, na minha vida pública, é fazer um grande governo na nossa cidade para que nós possamos estar nessa tribuna no dia 1º de janeiro, quando terminar o meu mandato, estiver saindo daqui, terminar o meu discurso e sair pela porta da frente”, completou Piteri, sem mencionar possíveis mais “quatro anos de mandato”, como a maioria dos prefeitos de primeiro mandato costumam defender.
Clã Furlan
Conforme o Barueri na Rede antecipou em reportagem do último dia 28/10, há possibilidade de o próprio ex-prefeito Rubens Furlan (PSB) voltar a disputar a Prefeitura em 2028. “Pro ano que vem, eu não sou candidato a absolutamente nada. Agora, se eu estiver bem, se eu estiver com saúde, eu devo ser candidato a prefeito (em 2028)”, afirmou Furlan, que é recordista absoluto com seis mandatos de prefeito em Barueri.
Caso não “esteja bem”, Furlan pode passar o bastão à filha, a deputada estadual Bruna Furlan (PSDB), conforme também tem circulado no meio político de Barueri. O “estar bem”, por outro lado, também depende do resultado do processo movido pelo grupo do ex-prefeito Gil Arantes (União), derrotado por Piteri nas eleições de 2024, com apoio de Furlan.
O processo se refere ao impulsionamento pago de conteúdo da campanha de Piteri, nas redes sociais do ex-prefeito Rubens Furlan (PSB) – o que a legislação eleitoral proíbe (impulsionamento de conteúdo eleitoral por terceiros durante a campanha). Furlan também figura no processo, que também pede a inegibilidade dos envolvidos (Furlan, Piteri e sua vice, dra. Cláudia) por oito anos.
Apesar de figurarem no mesmo processo, a interpretação de culpabilidade deve ser destrinchada pela corte do Tribunal Superior Eleitoral, já que, em tese, quem teria “errado” foi Furlan – Piteri apenas teria compartilhado o conteúdo. Assim, dependendo do entendimento da corte, Furlan pode estar inelegível em 2028.
































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