Marcelo Magalhães foi encontrado pela família nas margens do rio Cotia, que faz divisa com Barueri; ele foi morto após ter sido sequestrado, torturado e ter valores retirados de suas contas
O corpo de Marcelo Magalhães, empresário carapicuibano desaparecido desde 16/7, foi encontrado por familiares na manhã de quinta-feira, 23/7, após sete dias de buscas. Ele estava às margens do rio Cotia, que faz divisa com Barueri. Marcelo foi morto após ter sido sequestrado, torturado e ter mais de R$ 8 mil retirados de suas contas pelos criminosos.
O líder do grupo que o sequestrou é Lucas Soares de Lima, conhecido como Quadrado. Junto com ele, participaram do crime seu irmão Paulo Sérgio, e um amigo, Júlio César Moura Batista. Um quarto homem que teria participado da ação é alvo de busca pela polícia.
De acordo com a apuração policial, Lucas teria chamado Marcelo para uma comunidade, onde ele foi rendido, mantido amarrado e sob tortura enquanto os criminosos invadiam suas contas bancárias. Depois, foi executado e levado em seu próprio carro para uma área de mata às margens do rio Cotia, onde o corpo foi jogado.
Desde o dia seguinte ao desaparecimento, a polícia vinha procurando pelo corpo numa operação que contou com a participação do helicóptero Águia, cães farejadores e drones.
Depoimentos ouvidos pela polícia revelaram que Lucas vinha extorquindo dinheiro de Marcelo e exigindo presentes caros supostamente por saber de relacionamentos amorosos do empresário.
Um fato fundamental para a elucidação do crime foi o depoimento da mãe de Lucas e Paulo Sérgio. Foi ela quem revelou à polícia a participação dos filhos na ação que acabou na morte de Marcelo.
Zemira Santos Soares contou que no dia seguinte ao desaparecimento, Paulo Sérgio foi até sua casa visitar a filha, que estava sob seus cuidados, e tinha começado a chorar. Ele disse à mãe que o irmão tinha arrumado um problema que iria arrastar todo mundo da família.
Zemira procurou então uma das noras para saber o que estava acontecendo e ouviu que Lucas era o responsável pela morte do empresário que estava em todos os telejornais naquele dia. Ela então foi à delegacia de Carapicuíba e fez a denúncia.
Marcelo Magalhães tinha 31 anos e era dono de uma loja de material de construção na cidade e sócio de uma empresa de demolição e aluguel de equipamentos para a construção civil.
Os três homens presos devem responder pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.































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