Comerciante desaparecido em Carapicuíba foi vítima de amigo que o chantageou

Comerciante desaparecido em Carapicuíba foi vítima de amigo que o chantageou

Três homens estão presos e o principal suspeito extorquia dinheiro da vítima em razão de um segredo que conhecia; ele decidiu praticar o crime quando o empresário decidiu parar de atendê-lo

O comerciante Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, foi vítima de chantagem e de uma armadilha praticadas por amigos próximos. Depois de ser torturado e ter suas contas bancárias invadidas, ele foi executado e seu corpo foi atirado em um córrego. A conclusão é da Polícia Civil após ouvir presos suspeitos de terem praticado o crime. O corpo ainda não foi encontrado e equipes dos bombeiros e das polícias civil e militar participam das buscas, além de cães farejadores, drones e o helicóptero Águia .

Três suspeitos estão presos. Lucas Soares de Lima, amigo antigo de Marcelo e apontado como mentor do crime, e Paulo Sergio e Julio Cesar. Lucas teria extorquido valores de Marcelo após descobrir informações sigilosas sobre ele. A vítima inicialmente cedeu às chantagens do amigo, até que resolveu parar de lhe dar dinheiro. Foi quando Lucas o atraiu para uma emboscada.

Marcelo mora só em um condomínio na Estrada da Fazendinha e câmeras de segurança do local registraram sua saída de casa em seu carro blindado por volta das 20h30 de quinta-feira, 16/7. Em seguida, o comerciante deixou o bar sozinho em seu carro e não foi mais visto. Duas horas depois, o automóvel foi abandonado na Rua das Andorinhas, na Vila Menk. Segundo o boletim de ocorrência, um homem alto e magro estacionou o veículo e fugiu correndo.

O crime começou a ser elucidado com a prisão de Julio Cesar por roubo; ele passou à polícia informações sobre o envolvimento do trio no crime. Ex-companheiras dos suspeitos também ajudaram na apuração ao relatar confissões feitas dos envolvidos à mãe deles.

Por fim, movimentações financeiras durante o período do sequestro, que somaram R$ 8 mil retirados das contas de Marcelo para os autores do crime, serviram como evidência contra os acusados.

Nos celulares dos presos, a polícia encontrou fotos e vídeos feitos durante o cativeiro, como uma imagem de um dos criminosos posando sobre o carro da vítima e outra de Marcelo preso e amordaçado.