GERSON PEDRO – Troca de ataques e ofensas parecia não ter fim e foi necessário apelar ao Arcanjo Miguel para dar fim ao furdunço
A verdadeira “profissão de fé” dos nobres vereadores
Amáveis, fiéis e indefectíveis leitores dessa coluna que despretensiosamente procura retratar sempre que possível o sério, o árduo, o profícuo, o inenarrável, o imensurável, o comprometido trabalho que os indefectíveis representantes do povo de Barueri executam como se fosse um ato de fé, voltado para os mais altos interesses da população que os elegeu para tão condignamente os representar no legislativo barueriense. (sic) O ápice desse trabalho totalmente despido de nuances personalistas, de vaidades pessoais, arrogâncias, presunções e prepotências, se cristaliza toda terça feira nas gloriosas sessões legislativas que se transformam numa espécie de catarse para alguns e furdunço para outros, virando assim algo do tipo “o Inferno de Dante”. (risos discretos)
Foi a última sessão antes do recesso parlamentar
Enquanto os trabalhadores comuns tem trinta dias de férias, geralmente ganham parcos salários e os cambaus, os lídimos representantes do povaréu tem duas férias por ano pomposamente chamadas recesso parlamentar. Nas Câmaras Municipais suspendem-as sessões ordinárias e o trabalho legislativo oficial em plenário. Tradicionalmente, esses períodos ocorrem duas vezes ao ano, geralmente nos meses de julho e entre dezembro e janeiro. Diz a lenda que embora o plenário fique em pausa, as atividades administrativas internas continuam funcionando normalmente. Os gabinetes dos vereadores mantêm o atendimento ao público, o trabalho de fiscalização e o protocolo. Sessões extraordinárias também podem ser convocadas, caso haja urgência na votação de projetos. Coisa linda é isso, né, amáveis leitores, afinal essa casta social ungida, merece isso e muito mais pelos “relevantes serviços” prestados para a sociedade. (risos discretos)
Um verdadeiro festival de congratulações e homenagens
Como sói acontecer, os nobres representantes do povo adoram prestar homenagens, babar ovos, fazer mesuras, rapapés, cortesias, cumprimentos exagerados, zumbaias e reverências, propondo votos de congratulações, votos de pesar e os cambaus, além, é claro, alguns dos nobilíssimos pares adoram fazer discursos tautológicos, muitas vezes incoerentes, absurdos, desconexos, irracionais, incompreensíveis, ilógicos e se locupletam organizando festas em homenagens ao dia das mães, dia das crianças, dia do não sei o que lá, tudo às custas da prefeitura, é claro, e adoram também dar nomes de ruas, praças, vielas, escadões e prédios públicos, geralmente com nomes de ilustres desconhecidos que nunca fizeram porra nenhuma de prático para a cidade.
Pagando de humilde, só que não
Pelo menos foram as iradas acusações dos nobres vereadores Ornedo Neves e Clayton da Saúde contra ninguém menos que o indefectível vereador Antonivaldo Rio Gomes, que atende também pelo vulgo de Kaskata. Acontece que segundo os invocados acusadores (invocados mesmo), o Kaskata pelo visto adora dar uma de santinho, humilde e companheiro dos demais, porém vive atravessando o samba e mais, não respeita seus pares, achando porque tem mais de um mandato que se acha superior aos outros. E isso provocou um baita sururu durante a última sessão com muitas ironias, acusações, esgares sinistros e rangeres de dentes.
Kaskata questionou uma indicação do Clayton e…
Pois é, amados leitores, o Ziriguidum começou pelo fato de o vereador Clayton ter feito uma indicação de se colocar o nome de um certo cidadão num centro de convivência que sequer foi construído ainda no Vale do Sol.
Agora, sabe-se lá por quais motivos obscuros, o vereador Kaskata, que ao que tudo indica tem interesses naquela área, fez uso da tribuna para pedir vistas, uma vez que no seu entender não existe, ordem de serviço, processo licitatório, previsão de entrega, enfim, não tinha absolutamente nada e no seu entender não seria correto que aquela gloriosa casa de leis votasse aquela indicação. Ainda não satisfeito, concluiu alfinetando zombeteiramenteao Clayton dizendo com todas as letras: “É muito amadorismo.”
Kaskata fez questão de esnobar alguns dos seus pares
Realmente o nobilíssimo vereador Kaskata, provavelmente encantado pelos seus mandatos consecutivos, deve estar se achando a última bolacha do pacote e dessa forma passou a qualificar aos vereadores mais novos de amadores, de desinformados e outras tantas “cositas” mais. (risos discretos) “A gente entende que o vereador é novo e se essa propositura for aprovada será um erro gravíssimo.”
Mas a réplica do Cleyton foi bem cirúrgica
Mas, se o nobre vereador Kaskata, que estava desfilando de salto alto destilando os seus supostos conhecimentos das tramitações das proposituras, com aquele seu linguajar característico onde volta e meia o idioma pátrio é vilipendiado com uns “eu ponhei, nóis feiz, nóis vai, nóis é humilde, o que nóis não sabe nóis pergunta”, dentre outras pérolas, tomou uma espécie de reprimenda do presidente da casa. Dada a sua insistência em ironizar cinicamente os seus pares, o presidente Wilson Zuffa, com toda a sua fleuma, o lembrou que aquela não era sequer a hora de se fazer um pedido de vistas, pois antes a propositura tinha que passar pelas comissões etc, e somente depois disso é que ele poderia solicitar e tudo ainda teria que passar por votação. Em tempo, o pedido do Kaskata passou pela competente votação e ele foi fragorosamente derrotado. (risos discretos)
Aí, o Clayton muito invocado reiterou sem piedade
Mordido, invocado, provavelmente puto da vida com as maldosas colocações do vereador Kaskata, respondeu com um olhar furibundo que ele acompanhava par e passo todo andamento do processo concernente à sua indicação e jogou na cara que Kaskata em 2017 havia feito o mesmo que ele quando indicou o nome de Antônio Furlan ao viaduto que estava ainda em fase de construção. “O Clayton é meio desinformado mesmo, ”é foda”, né, Toninho (dirigindo-se ao Toninho Furlan do alto da tribuna em plena sessão, sem um pingo de decoro parlamentar). A gente entende que o vereador é novo.” Obliterou mais irônico ainda o Kaskata.
Ainda não contente com a irreverência do Kaskata
Cleyton ainda bastante invocado destacou a falta de humildade do seu algoz, que sempre procurou humilhá-lo querendo vender a imagem de uma pessoa humilde. “Que humildade você tem, rapaz? As suas atitudes com relação a minha pessoa são maléficas, quer pagar de santinho com toda maldade por trás, lembre-se que eu fui o mais votado no Vale do Sol, as coisas que você vem fazendo com os seus comparsas são maléficas, são maldosas, você não quer fazer uma política saudável, você quer ridicularizar, ofender as pessoas, concluiu Clayton.
Ornedo se sentiu atropelado e corroborou com Clayton
“O Kaskata de humilde não tem nada, ele atropela todo mundo, é um cara sem limites que se acha o dono da cidade”, afirmou. E acrescentou que o mesmo já invadiu um monte de terrenos e ainda questionou se o prefeito tem medo dele. “Alguém tem medo desse cara? Eu não tenho.”
Esse indivíduo não ajuda ninguém
Ornedo, que geralmente não é de muito falar, finalizou dizendo que o vereador Kaskata vive para atrapa lhar a vida das pessoas, para ferrar com a vida dos outros, que o mesmo não ajuda ninguém e que está furando o buxo dos vereadores. “Você vai ter mais votos que eu? Nunca terá”, vaticinou. “Eu tive 7 mil votos e ele teve 3 mil e na próxima vai perder as eleições”, e finalizou com a seguinte frase: “Lá vai ter a praça para as crianças, sim, respeita nós, ô rapaz. (risos discretos)
Ornedo sentou a pua no atropelador contumaz
O quase sempre calado vereador Ornedo Neves, que também estava aparentemente com o saco cheio das peripécias do vereador Kaskata, sentou a pua dizendo com todas as letras que o mesmo tem o péssimo hábito de atropelar os projetos dos outros, numa verdadeira falta de respeito. A bronca do Ornedo deveu-se a um certo terreno no Jardim Silveira que ele já havia solicitado ao prefeito que fosse transformado em um parque para as crianças, e o vereador Kaskata, durante a sessão, disse com pompas e circunstâncias que esse mesmo terreno seria transformado em uma rua graças a seu pedido junto ao prefeito, enfim, verdadeiras picuinhas legislativas.
Altas acusações de ambas as partes
Ornedo não poupou broncas naquilo que considerou intromissão, uma vez que ele tinha um projeto do parquinho no local há mais de três anos e o Kaskata tinha um amigo que queria invadir a área e ele foi quem tirou o cara na marra. “Você queria invadir o terreno, você autorizou o sujeito a colocar um monte de cachorros na área”, disse. Kaskatra deu o troco: “O senhor é meio desinformado também, e você falou que eu ponhei o cara para invadir lá, pois a gente não pediu para ninguém invadir, o cara mora do lado e nóis fechô e o cara colocou uns cachorrinhos” e finalizou classificando Ornedo como um vereador amador.
O vereador Dimi apelou até para um tal de “Anjo Soldador”
Diante do bate-fundo envolvendo os vereadores Kaskata, Cleyton da Saúde e Ornedo Neves o também vereador Dimi aparteou no afã de diminuir as tensões invocando a intervenção de um tal de anjo soldador para apaziguar os ânimos dos digladiadores.
Esclarecendo os fatos
Antes que alguém pense que esse tal anjo soldador é algum metalúrgico do ABC, ou fez algum curso no Senai, é bom que se saiba que esse tal anjo soldado de Deus é o Arcanjo Miguel, o principal guerreiro das hostes celestes e defensor do povo divino. Conhecido como o líder da milícia celestial, ele é citado nas escrituras por sua batalha contra Satanás e as forças do mal.
Na tradição e na arte religiosa, ele é frequentemente retratado portando uma espada e uma armadura, pisando sobre o dragão. Seu nome hebraico, Mikhael, significa “Quem é como Deus?”, simbolizando sua fidelidade e humildade diante do Criador. (risos discretos)
































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