Operação em Barueri cumpre mandado contra “CEO” de golpes eletrônicos

Segundo as investigações da polícia gaúcha, o “CEO” da organização é homem de 39 anos, de Barueri, identificado como o financiador da operação, responsável por contratar especialistas em tecnologia para obter dados e programar APIs ilícitas

Na manhã dessa terça-feira, 4/11, Barueri foi uma cidades em que a Polícia Civil do Estado de São Paulo cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra uma organização que praticava golpes eletrônicos. A ação fez parte da Operação “Medici Umbra IV – CEO e Insider” para desarticular a estrutura de comando e os fornecedores estratégicos de dados de uma organização criminosa especializada em crimes como invasão de sistemas informáticos, estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro.

A ação da Polícia Civil de São Paulo aconteceu em colaboração à instituição no Rio Grande do Sul. Segundo as investigações da polícia gaúcha, o “CEO” da organização é homem de 39 anos, de Barueri, identificado como o financiador da operação, responsável por contratar especialistas em tecnologia para obter dados e programar APIs ilícitas.

De acordo ainda com a Polícia Civil do RS, outro preso em Barueri, um jovem de 18 anos, seria o “gerente” que atuava como intermediário da liderança do grupo. Um terceiro morador da cidade, um homem de 28 anos, atuaria como “guardião”, recrutando hackers para o grupo.

A investigação

Por meio da DRCPE/DERCC (Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos), agentes buscam cumprir cinco mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e ordens de bloqueio de contas bancárias e criptoativos. Três pessoas já haviam sido presas.

Os mandados são cumpridos em Barueri e Franca, no Estado de São Paulo, e no Distrito Federal. O foco da ação é atingir o “cérebro” financeiro e uma fonte interna com acesso a informações sigilosas de bancos.

A investigação foi iniciada a partir de uma série de fraudes eletrônicas contra médicos no Rio Grande do Sul. As fases anteriores focaram nos executores e programadores, levando à prisão de mais de 15 pessoas, desde a base até o topo da hierarquia criminosa. A análise aprofundada dos materiais apreendidos nas demais fases foi essencial para mapear a estrutura de comando e identificar o líder e financiador, seus principais fornecedores de dados e gerentes operacionais.