Polícia abre nova fase na investigação de morte de barueriense em Interlagos

Polícia abre nova fase na investigação de morte de barueriense em Interlagos

Policiais cumpriram na quinta-feira mandados de busca e apreensão, recolheram celulares e ouviram testemunhas sobre crime ocorrido já dez meses

A Polícia Civil iniciou uma nova fase na investigação do assassinato do empresário barueriense Adalberto Amarílio Júnior, encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, em maio passado.

Na quinta-feira, 25/3, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão, recolheram celulares e ouviram testemunhas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Adalberto tinha 35 anos e era dono de uma rede de óticas com lojas em Barueri e Osasco. Casado, não tinha filhos.

Ele desapareceu em 30/5 após um festival de motociclismo em Interlagos e seu corpo foi encontrado três dias depois, dentro de um buraco com três metros de profundidade. Ele estava sem calça e sem tênis.

Desde o início, a principal linha de investigação foi de que Adalberto brigou com um ou mais seguranças do local e tenha sido morto.

A Polícia Científica concluiu que ele teve “morte violenta por asfixia” por esganadura (enforcamento) ou compressão do pulmão com o joelho.

A polícia está usando o software israelense Cellebrite para resgatar dados de celulares e computadores de Adalberto, um amigo seu, sete seguranças e dois produtores do evento em Interlagos.

A ESC Fonseccas, responsável pela segurança do autódromo naquele dia, informou à polícia ter escalado 188 profissionais para o evento. Mas da relação apresentada à polícia, não constavam os nomes de dois profissionais, o que levantou suspeita da polícia. Com autorização da Justiça, foram então apreendidos celulares dessas pessoas.

Um desses profissionais é praticante de jiu-jitsu com passagens criminais por furto, associação criminosa e ameaça. Na ocasião, foi detido por posse irregular de munições. Com ele, foram encontradas 21 balas de revólver calibre 38. A arma não foi achada. Ele pagou fiança de R$ 1.804 para responder em liberdade pelo crime de porte ilegal.

Na noite do crime, Adalberto tinha estacionado no kartódromo, na área do autódromo. Imagens das câmeras de segurança mostram o empresário caminhando até o carro, mas não registram nenhum episódio de discussão ou briga.

Ao menos 15 pessoas foram ouvidas pela polícia durante a investigação: a viúva, a mãe da vítima, o amigo que passou o dia com ele no evento, representantes do autódromo e do kartódromo e das empresas de segurança. O processo tem cerca de 300 páginas.