Eles foram condenados a 18 anos de prisão por atuar na tentativa de venda das metralhadoras retiradas da unidade militar em 2023 e tentavam reverter a decisão
O Superior Tribunal Militar (STM) confirmou em julgamento realizado na quarta-feira, 3/6, a condenação de dois civis denunciados por envolvimento no desvio de 22 armas do Arsenal de Guerra do Exército (AGSP), em setembro der 2023. Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira tentavam converter, a condenação a 18 anos de prisão por comércio ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O crime foi executado por militares que se aproveitaram do feriado da Independência, quando havia pouca gente na unidade, arrombaram o depósito e levaram 21 metralhadoras calibres e um fuzil em uma caminhonete oficial da administração militar.
A Justiça concordou com o resultado das investigações, que concluiu que Cláudio Aldo Ferreira participou ativamente da conferência e da embalagem das armas no dia seguinte, com o objetivo de enviá-las a facções criminosas.
Sobre Altoniel Salvador Almeida, o Ministério Público Militar (MPM) afirmou que ele atuou como intermediário na venda de quatro metralhadoras calibre .50. Ele forneceu o contato de um comprador clandestino de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, e recebeu R$ 10 mil pela indicação.
De acordo com a Promotoria Militar, as condutas de ambos configuram crime de comércio ilegal de arma de fogo de uso proibido ou restrit. No julgamento, o STM negou o recursao dos réus por unanimidade e manteve a condenação dos dois. Tanto Antoniel quanto Cláudio negam a participação no desvio e pediram a anulação do processo por falta de provas.
Em outra ação, o STM condenou quatro militares e outros cinco civis pelo furto e comercialização dos armamentos . Dois cabos que trabalhavam como motorista do diretor do AGSP e auxiliar da Seção de Transporte, receberam penas de 17 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de peculato-furto.
O tenente que era chefe da Seção de Inteligência, foi condenado a 9 meses de detenção, 3 meses por inobservância de regulamento militar e 6 meses por peculato culposo, ao emitir ordem para que veículos não fossem revistados na saída do quartel.
O tenente-coronel que dirigia o AGSP foi punido com seis meses de suspensão do exercício do posto por negligência. Segundo a acusação, ele descumpriu normasao não exercer comando efetivo sobre a unidade.
Quatro civis também foram condenados por participação no esquema de venda das armas para facções criminosas. Um teve pena de 14 anos e 4 meses de prisão; os outros quatro, de 18 anos de reclusão, todos em regime fechado.































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