Animais entram clandestinamente no Brasil e costumam ser usados para enfeitar aquários de restaurantes; foram enviados ao Cetas por determinação judicial por sua especialização em situações como essa
O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Barueri recebeu 53 salamandras da espécie Axolote. Trata-se de um animal nativo do México e geralmente chega ao Brasil clandestinamente. Costuma ser usado como adorno em lugares públicos, como restaurantes.
Os espécimes haviam sido apreendidos e foram enviados a Barueri para atender a determinação judicial, que os encaminhou ao Cetas em razão de o local estar habilitado a esse tipo de situação. Do total, 46 eram adultas e sete em estado larval. De acordo com a gestora do Centro, Larissa Rezende Paulino, todas estavam saudáveis.
O axolote é uma salamandra que mantém características aquáticas durante toda a vida, e diferentemente da maioria dos anfíbios, não passa pela metamorfose completa e permanece em sua forma original.
A espécie também é conhecida pela capacidade de regeneração de partes do corpo. No México, seu ambiente natural, corre alto risco de extinção.
No Brasil, há vários registros de apreensão de axolotes comprados irregularmente. Na maioria dos casos, eles são encontrados em aquários expostos para clientes em estabelecimentos comerciais. O contrabando também é impulsionado pela popularidade desses animais exóticos na internet e em jogos online.
A gestora do Cetas reforça a importância de conhecer a origem do animal antes de adquiri-lo. A compra de animais sem procedência regular pode contribuir para o comércio irregular de espécies nativas ou exóticas. “É de extrema importância não comprar animal sem origem regular ou sem nota fiscal, sempre confirmar que quem está vendendo tem algum registro nos órgãos ambientais, porque o animal pode morrer, pode reproduzir, perder o controle, entre outros diversos problemas”, declara Larissa.






























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