Polícia decreta prisão de homem que deu voadora em idoso de muletas em Osasco

Polícia decreta prisão de homem que deu voadora em idoso de muletas em Osasco

José Ricardo, de 79 anos, foi agredido por ter esbarrado a muleta no automóvel do agressor, que já tem passagens pela polícia por homicídio e violância doméstica

O Homem que aplicou uma voadora e um pisão na cabeça de um idoso de muletas, no Jardim Helena Maria, em Osasco, teve a prisão decretada pela polícia.

José Ricardo dos Santos, de 79 anos, caminhava pela rua Octalles Marcondes Ferreira, quando tocou uma das muletas no carro de Denis Young Kim, de 43 anos, na tarde de sexta-feira, 30/10. O agressor parou o carro e deu uma voadora no idoso, que foi ao chão desmaiado. Denis ainda pisou com força na cabeça do idoso.

Câmeras de segurança registraram as agressões e a saída de Denis do local. José Ricardo foi levado para o Pronto-Socorro Osmar Mesquita e, na sequência, foi transferido para a UPA Vila Menck, de onde teve alta hospitalar no sábado, 31/10.

O agressor já foi condenado a 14 anos de prisão por assassinar o carroceiro Aldemir Ribeiro Pontes com uma flechada em 2016, no Bom Retiro, na capital, em virtude de uma briga de trânsito. À época, a polícia apreendeu com Denis a balestra utilizada no crime, uma faca e drogas. A placa do carro dele também estava adulterada com fita adesiva, segundo a investigação.

Em entrevista ao G1, José Ricardo alega que a agressão aconteceu por maldade: “Não fiz nada pra ele. Sou analfabeto, mas não sou ignorante”.

O idoso, que quase não enxerga em virtude do agravamento de uma catarata, relata dores com os machucados da agressão, além de apresentar feridas na cabeça e nas mãos, e uma fratura na costela que o impede de respirar e conversar direito.

Segundo relata, “acordei com a enfermeira cuidando de mim, mas não lembro de mais nada”, conta ele. “Não sei se bati no carro dele, não me lembro. Cara maldoso. Com a muleta eu não ia macetar o carro dele.”

José Ricardo conta que anda com as muletas porque não enxerga bem só vê vultos. “Todo mundo me considera e não tem o que falar de mim”, relatou à equipe de jornalismo do Bom Dia Brasil.

A Polícia identificou o veículo utilizado pelo agressor na ocorrência e foi até seu endereço. Segundo vizinhos, ele teria entrado em casa, recolhido alguns pertences e deixado o imóvel.
Denis também já foi investigado por violência doméstica e por uma tentativa de homicídio contra o padrasto.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio por motivo fútil.