Barueri entra na rota de investigação da PF sobre fábrica clandestina de cigarros

Segunda fase da Operação Chrysós mira o comando de organização criminosa e cumpre mandados de prisão em três estados; fábrica ilegal produzia 60 mil maços de cigarro por dia

Barueri entrou na rota da operação da Polícia Federal que investiga uma organização criminosa que atua na fabricação e venda clandestina de cigarros. Na terça-feira, 25/8, foi deflagrada a segunda fase da investigação e a cidade foi alvo de mandados de busca e apreensão.

A Operação Chrysós teve uma primeira fase em julho, quando 14 trabalhadores paraguaios mantidos encarcerados em condições degradantes em uma fábrica clandestina de cigarros foram libertados. No local, em Ourinhos, no interior paulista, eram fabricados 60 mil maços por dia.

A segunda fase, iniciada esta semana, buscou atingir as linhas de comando da organização. O objetivo era desarticular o grupo criminoso transnacional responsável pelo financiamento e pela manutenção das atividades ilícitas relacionadas à fábrica clandestina.

Para isso, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Barueri e outras cinco cidades dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Também foi feito o sequestro de bens móveis e imóveis de 16 pessoas físicas e jurídicas e de veículos encontrados na posse dos alvos dos mandados. Ainda foram cancelados um CPF e sete CNPJs.

A Polícia Federal não divulgou nomes de pessoas ou empresas alvos dos mandados.