ARTIGO: Barueri surge no centro de debate mundial sobre data centers gigantes

ARTIGO: Barueri surge no centro de debate mundial sobre data centers gigantes

Estrutura em construção ao lado do Rodoanel vai exigir grandes volumes de água para resfriamento, além de consumir sozinha energia equivalente a uma cidade de médio porte

Mega data centers no Brasil dominam a paisagem de cidades como Barueri, onde um prédio espelhado às margens do Rodoanel Mário Covas revela o coração silencioso — mas incessante — da chamada “nuvem”.

Vistos por fora, esses blocos monolíticos quase não emitem ruído. Por dentro, porém, servidores de alto desempenho trabalham 24 horas por dia, processando volumes massivos de dados que sustentam serviços de streaming, redes sociais, comércio eletrônico e aplicações de inteligência artificial.

Segundo especialistas ouvidos em diferentes relatórios do setor, um único mega data center pode consumir a mesma quantidade de energia que uma cidade de médio porte. A necessidade de resfriamento constante transforma a gestão de água e eletricidade em um dilema ambiental e econômico.

O caso de Barueri simboliza esse contraste. Localizado em área estratégica de logística, o edifício espelhado chama atenção de quem passa pelo anel viário, destacando-se entre bairros residenciais e galpões industriais. A expansão de novas unidades, prevista para outros polos paulistas, reacende o debate sobre incentivos fiscais, uso do solo e responsabilidade socioambiental.

Levantamento publicado pela BBC aponta que a procura por instalações no Brasil cresceu com a migração acelerada de empresas para serviços em nuvem, tendência impulsionada durante a pandemia.

Ainda assim, autoridades municipais e estaduais buscam equilibrar geração de empregos qualificados com a preservação de recursos — uma equação que ganhará peso à medida que projetos de inteligência artificial exigirem infraestruturas ainda mais robustas.

Fonte: Minas Informa