Contradições sobre a morte de idosa em Carapicuíba provocam suspeitas da polícia

Contradições sobre a morte de idosa em Carapicuíba provocam suspeitas da polícia

Vítima foi encontrada com rosto dilacerado, hematomas no corpo e perna fraturada; versão inicial é de que ela foi atacada por dois pequenos cães, mas a  família suspeita desta explicação

A Polícia Civil de Carapicuíba apura as circunstâncias da morte de Amélia Pires dos Reis, de 65 anos, encontrada em sua residência na manhã de 10/7 desacordada, com o rosto dilacerado, hematomas pelo corpo e uma fratura na perna. As versões sobre o que teria acontecido dividem a família e chamam a atenção para as investigações.

A versão inicial do caso contava que dois filhotes de cães de uma moradora do imóvel teriam atacado Amélia e provocado os ferimentos em seu rosto. Ela foi socorrida e levada a um hospital pelo helicóptero Águia da Polícia Militar, mas morreu horas depois.

Amélia morava com a filha mais nova e foi encontrada pela neta, caída no quarto com ferimentos profundos no rosto.

Uma outra filha da idosa, Michele, contestou a versão, alegando que os cachorros não teriam capacidade de provocar os ferimentos, pois são muito pequenos. Ela diz ainda que não havia vestígios de sangue nos animais nem nas roupas da mãe no momento do socorro.

Os médicos que atenderam a vítima também contestaram a versão inicial, apontando indícios de agressão e maus-tratos.

A filha mais velha afirma também que a caçula era responsável por administrar um benefício que a mãe recebia, bem como suas finanças, e que estranhou o comportamento frio da irmã diante da gravidade da situação.

A investigação do caso está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Carapicuíba.