Jéssica Soares sofreu tentativa de estupro em seu apartamento, no Bethaville; ela passou a receber mensagens de apoio e relatos de mulheres que também enfrentaram situações de violência
A nutricionista Jéssica Soares, de 35 anos, que foi vítima de uma tentativa de estupro no apartamento onde morava, no Bethaville, anunciou a realização de uma aula gratuita de defesa pessoal voltada principalmente para mulheres, em Fortaleza, no sábado, 13/6, às 10 horas.
A iniciativa surgiu após o caso ganhar repercussão nacional. Ela conseguiu escapar da tentativa de estupro após lutar por aproximadamente 13 minutos até conseguir se livrar do agressor.
Depois do episódio, a nutricionista passou a receber mensagens de apoio e relatos de outras mulheres que também enfrentaram situações de violência. Segundo ela, essas histórias serviram como motivação para criar um encontro dedicado à prevenção e à orientação sobre defesa pessoal.
“Recebi mensagens de mulheres que já sofreram abuso, mulheres que passaram por algum tipo de violência, mulheres que passaram por situações parecidas com a minha”, contou Jéssica ao explicar a decisão de promover o evento.
A aula será conduzida pelo policial militar Dennis Milanez, especialista em defesa pessoal, que apresentará técnicas práticas de autoproteção. Jéssica também participará da atividade.
“Dennis Milanez, policial militar e especialista em defesa pessoal, vai guiar o treino com técnicas práticas e eficientes, e eu estarei lá com vocês”, afirmou.
“Minha vida não vai se resumir ao que aconteceu”, diz Jéssica. Ao falar sobre o período após o ataque, a nutricionista afirmou que não pretende permitir que a violência sofrida defina sua história.
Ela relatou que uma mensagem recebida nas redes sociais, na qual um homem dizia para ela “superar” o ocorrido, provocou uma reflexão. “Aquele dia não me matou e eu não vou deixar com que a sombra daquele dia faça isso comigo. A minha vida não vai se resumir ao que aconteceu”, declarou.
Jéssica ressaltou que deseja seguir com seus projetos pessoais e profissionais, mas sem ignorar a importância de falar sobre violência contra a mulher e formas de prevenção. “Eu não vou fingir que nada aconteceu, porque aconteceu”, completou.































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