Uma eleição já virou duas: e a cidade percebeu!

Uma eleição já virou duas: e a cidade percebeu!

Depois da publicação pela Justiça Eleitoral do acórdão de cassação do prefeito Beto Piteri, cresce nos bastidores uma percepção cada vez mais forte que Barueri pode viver não somente uma, mas duas eleições em 2026!

O placar publicado ontem de 5 votos a 2 no TRE-SP não mexeu apenas com o presente político de Barueri – começou a alterar também o futuro da cidade… Depois da decisão da publicação do acórdão de cassação de Beto Piteri no dia 20/05, cresce nos bastidores uma percepção cada vez mais forte que Barueri pode viver não somente uma, mas duas eleições em 2026! E isso já começou a mudar completamente o comportamento da classe política local.

A primeira eleição seria a comum para deputados, senadores, governador e presidente. A segunda seria a eleição suplementar em novembro ou dezembro, caso o TSE confirme a decisão do TRE-SP envolvendo abuso dos meios de comunicação social e irregularidades eleitorais, criando um cenário raríssimo: uma cidade em campanha praticamente contínua! Em outras palavras, Barueri corre o risco de passar os próximos meses vivendo mais da política eleitoral do que da gestão pública propriamente dita.

E talvez o sinal mais curioso disso – e até engraçado – desse novo momento tenha vindo da Vila Morelatto nesta semana. Segundo relatos que circulam na própria cidade, um vereador extremamente próximo do grupo político atualmente no comando da gestão,  já estaria pedindo votos não exatamente para a eleição de outubro, mas para “a outra”, que pode acontecer logo depois… A frase – que parece piada política de bastidor – na verdade resume perfeitamente o tamanho da instabilidade que Barueri começou a viver.

O problema é que cidade governada pensando em eleição permanente costuma parar no tempo: os secretários deixam de administrar para calcular cenário político. Os vereadores, por sua vez, trocam a fiscalização pela sobrevivência eleitoral… Obras viram marketing o tempo todo! Anúncios substituem o parco planejamento… E a máquina pública começa a funcionar em modo campanha – não em modo de gestão.

A própria decisão do TRE-SP de ontem mostrou que a crise não é pequena nem superficial; um placar de 5 a 2 em um caso dessa magnitude demonstra que parte significativa da Justiça Eleitoral enxergou gravidade concreta nas acusações envolvendo o uso da estrutura de comunicação e do poder político local. E quando o desgaste jurídico chega nesse nível, a crise deixa de ser apenas eleitoral. Passa a contaminar toda a estabilidade administrativa da cidade.

Talvez, neste momento, Barueri esteja entrando no período político mais delicado das últimas décadas… O que antes parecia um grupo político absolutamente consolidado agora transmite sinais claros de desgaste, insegurança e um tentativa bem desastrada – por assim dizer – de “sobrevivência”. E enquanto a classe política já começa a pensar na “segunda eleição”, o cidadão comum segue esperando aquilo que deveria ser prioridade desde o início: uma cidade governada para as pessoas – e não apenas para a próxima urna.

E fim de papo.