Depois de mais de um ano mantendo praticamente intacta a estrutura herdada da gestão anterior, o governo finalmente começou a mexer no primeiro escalão
A exoneração de três secretários municipais na semana que passou não é detalhe administrativo: é um claro sinal político. Depois de mais de um ano mantendo praticamente intacta a estrutura herdada da gestão anterior, o governo finalmente começou a mexer no primeiro escalão. Em linguagem bem direta: a gestão começou agora. Em abril de 2026.
Desde o início do mandato, a permanência do secretariado antigo (bem desgastado por sinal) sempre levantou uma dúvida silenciosa na cidade: era uma continuidade planejada ou a dificuldade de assumir um comando próprio pela sombra do anterior? Uma administração municipal pode herdar os projetos, os programas e também as prioridades, mas não pode herdar indefinidamente a mesma equipe – sem transmitir a sensação de constância e retardo.
As três demissões há dias mudaram esse cenário: as trocas simultâneas no primeiro escalão não acontecem por acaso! Elas costumam marcar as reorganizações políticas internas, os ajustes de direção e, principalmente, a tentativa de imprimir uma identidade própria ao governo. Em geral, quando a primeira porta abre, outras abrirão logo em seguida.
Há também um fator bem simbólico: parte das críticas que vinham sendo feitas à gestão dizia respeito justamente à ausência de projetos claros em algumas áreas estratégicas de Barueri. Ao manter a equipe herdada, isso só funcionou por um período curto. Depois, passou a ser interpretado como hesitação administrativa. E hesitação prolongada custa caro politicamente. Ainda mais em dias de informação tão rápida e de redes sociais ativas…
Outro ponto inevitável na cidade é o timing. As mudanças feitas somente agora levantam uma pergunta natural na cidade: isso foi uma reorganização estrutural real ou somente um ajuste de imagem diante do novo cenário político que se desenha? As reformas administrativas têm impacto quando acontecem no início do mandato! Quando chegam depois de mais de um ano (e quatro meses), sempre carregam outro tipo de leitura política. Nesse caso, bem duvidosa.
De qualquer forma, uma coisa é certa em terras baruerienses: três demissões no primeiro escalão encerram oficialmente a fase da “continuidade automática”. A partir daqui, o governo passa a ser cobrado como gestão própria – não mais como extensão administrativa do passado… E isso muda completamente o peso das decisões que ainda virão e os cenários que irão se apresentar.


































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