Foi a primeira vez em 87 anos que o edifício passou por trabalho de restauração para ficar exatamente como era ao ser inaugurada em 1938
Após mais de um ano de obras, foi entregue no fim de semana o restauro da Estação Júlio Prestes. Foi a primeira vez em 87 anos que o edifício passou por trabalho de restauração de mais de 5 mil m² de fachadas, esquadrias, pisos e requalificação das áreas internas da estação.
O trabalho, que custou R$ 42 milhões e durou 14 meses, incluiu a recuperação de esquadrias históricas, relógios originais da década de 1970 e portas com dimensões. Também foram instaladas novas luminárias, renovados os jardins externos e modernizadas as infraestruturas elétrica e hidráulica. O processo baseou-se em pesquisas históricas para garantir a fidelidade e o respeito à memória da edificação.
Um dos destaques do trabalho foi a restauração da estrutura metálica, com mais de 20 metros da altura, que recebeu sua cor original. Após a remoção de até seis camadas de tinta, restauradores identificaram que o tom correto não era o cinza adotado desde os anos 1950, mas um vinho intenso.
Projetada pelo arquiteto Christiano Stockler das Neves (1889–1982), a Júlio Prestes foi inaugurada parcialmente em 1930 e concluída em 1938. Hoje, é tombada por órgaõs das áreas federal, estadual e municipal.
Inaugurada em 1938, a Júlio Prestes foi projetada como estação terminal da antiga Estrada de Ferro Sorocabana (EFS). Desempenhou papel estratégico na expansão da malha ferroviária paulista e no escoamento da produção agrícola, especialmente do café.
Durante décadas, foi o ponto de acesso à capital dos moradores de Barueri e demais municípios da Região Oeste da Grande São Paulo atendidos pela Sorocabana, depois Fepasa e hoje administrada pela ViaMobilidade.
Hoje, a estação, recebe mais de 5 mil passageiros diariamente.





























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