Perícia nega que homem que matou menina de 10 anos a facadas tenha doença mental

Perícia nega que homem que matou menina de 10 anos a facadas tenha doença mental

Larissa foi assassinada em casa, no Jardim Tupã, com 16 golpes de faca desferidos pelo namorado de sua mãe. Ele tentava provar ter um distúrbio que o impedia de entender o que estava fazendo

Um laudo de perícia psiquiátrica do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu que Diego Antonio Sanches Magalhães, de 32 anos, preso após confessar ter assassinado a enteada Larissa Manuela Santos de Lucena, de 10 anos, não tinha nenhuma doença mental que o impedisse de entender o que estava fazendo no dia do crime, como pretendia sua defesa.

Larissa foi morta em 12/6/2025 com 16 golpes de faca na casa onde morava com a mãe e o irmão, no Jardim Tupã. Desde o início, o principal suspeito do crime era Diego Antonio Sanches Magalhães, namorado da mãe da menina. Até que em 23/6 ele confessou ter sido o autor do homicídio, alegando que “perdeu a cabeça” depois que a criança o chamou de “corno”.

No transcorrer do inquérito, Diego passou a argumentar que sofria de algum transtorno mental e que isso teria sido a causa de seu ato. Até que em 27/11 foi realizada a perícia psiquiátrica.

O laudo, porém concluiu, que não é caso de indicação de internação ou tratamento ambulatorial, nem necessidade de aplicação de medida de segurança. Também não foi identificada alteração relacionada ao uso de medicamentos ou a internações psiquiátricas prévias. Diego permanece preso preventivamente aguardando julgamento.

Crime sem resistênccia

A mãe de Larissa declarou à polícia que saiu para trabalhar por volta das 6 horas e ao retornar encontrou a filha morta. A menina havia passado o dia sozinha em casa. Ela afirmou ainda que a porta da casa costumava permanecer apenas encostada, sem tranca, e disse não saber quem poderia ter cometido o crime nem a motivação.

A criança apresentava ferimentos provocados por instrumento perfurocortante, principalmente no pescoço, além de lesões na face e no tórax. Havia vestígios de sangue no corpo, em um edredom, na cama e na parede do quarto. A perícia preliminar não identificou sinais de luta nem localizou, naquele momento, a arma utilizada.

Ao prestar depoimento, Diego afirmou que na manhã do crime foi até a casa da namorada com a intenção de conversar. Ele disse que entrou no imóvel e encontrou Larissa deitada na cama. Segundo sua versão, os dois iniciaram uma conversa sobre a ausência da mãe e, em determinado momento, a criança teria feito a ofensa.

Ainda conforme o relato, Diego disse que perdeu a cabeça, retirou a menina da cama, jogou-a no chão e, em seguida, pegou uma faca na cozinha, desferindo diversos golpes contra a criança, que não teria oferecido resistência. Ele declarou acreditar que o primeiro golpe já teria sido fatal e disse não se recordar com clareza da sequência das agressões.