Vicente Rodrigues tinha 71 anos e foi figura marcante da vida cultural de Barueri; talentoso professor de violão, apesar das dificuldades da poliomielite, se destacava por sua característica de estar sempre disposto e nunca reclamar

Morreu na sexta-feira, 6/11, Vicente Rodrigues, o Vicentão, uma das figuras mais queridas e expressivas da história cultural de Barueri. Ele tinha 71 anos e vinha sofrendo de problemas respiratórios. Seu corpo foi encontrado na casa onde morava, no Engenho Novo.
Vicentão era o mais velho de seis irmãos e veio do Paraná para Barueri ainda criança. Na infância, quando a vacina ainda não havia se ampliado para toda a população, foi vítima da poliomielite, que causou atrofia profunda em suas pernas. As dificuldades físicas, no entanto, não o impediram de ter uma vida ativa, produtiva e bem humorada.
Trabalhou na prefeitura de Barueri por décadas e, como exímio violonista, deu aulas para gerações de jovens, que sempre o reverenciavam. A notícia de sua morte encheu as redes sociais de depoimentos e histórias de admiradores. “Se não fosse o Vicente, eu nunca teria descoberto o músico que eu sou”, resumiu Will de Souza, cantor e instrumentista, aluno de violão de Vicente de 1995 a 1996. No meio cultural, sua morte é considerada uma grande perda.
Entre suas paixões estava o futebol de várzea. Era frequentemente visto na beira dos campos da cidade assistindo às partidas e interagindo com amigos. Tinha laços de amizade com dirigentes e torcedores de muitos times.
O bom humor era uma de suas marcas que mais chamavam a atenção. Vicente mudava o ambiente por onde passava, era considerado um grande amigo por todos e quem o conhecia destacava sua característica de estar sempre disposto e nunca reclamar.
Vicentão era pai de Débora e Thiago e avô de Crystal, Theo e Dan. No momento do fechamento desta reportagem, a família ainda aguardava a liberação do IML para definir horários de velório e sepultamento.
Ana Clara, sobrinha que convivia com ele, deixou o seguinte depoimento:
Tio Vicente era uma pessoa muito boa, com um coração enorme sempre muito alegre, engraçado, carinhoso. Eu, meu pai e nossos amigos nos reuníamos na casa dele para fazer um churrasco pelo menos uma vez no mês e ele sempre nos recebia de braços abertos. Todas as vezes que nos víamos, ele falava que me amava, todas as vezes, sempre estava disposto a nos ajudar. Mesmo com sua deficiência, ele era muito bom para todos nós e eu sempre tive um carinho enorme por ele, ajudava ele em tudo aquilo que eu conseguia. Foi um choque e uma dor muito grande quando soube da sua morte. Com certeza vai ser lembrado só com memórias boas, porque ele era um cara excelente. Todos que conheciam ele, sempre falavam bem.





























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