Grupo arma fuga de cadeia de Carapicuíba com falsa visita íntima e propina de R$ 300

Entre os detentos envolvidos no plano, estão acusados pela morte de empresário carapicuibano sequestrado, assassinado e que teve o corpo atirado no rio Cotia

Uma visita íntima irregular, conseguida com o pagamento de propina de R$ 300, permitiu a introdução de um revólver calibre 38 em uma cela da Cadeia Pública de Carapicuíba com o objetivo de permitir a fuga de presos.

Entre os detentos que planejaram a fuga, estão acusados da morte do empresário carapicuibano Marcelo Magalhães de Almeida, que foi atraído para uma emboscada e, depois de ser torturado, foi morto e teve o corpo jogado no rio Cotia, na divisa com Barueri. O caso ganhou repercussão nacional.

De acordo com apuração policial, a mulher que fez a visita introduziu a arma, que foi escondida da cela e seria utilizada na tentativa de fuga, prevista para ocorrer no próximo fim de semana.

A Polícia Civil solicitou reforço da Guarda Civil Municipal para o monitoramento externo do prédio após receber informações sobre o risco de ataque aos agentes do plantão durante o período noturno.

O plano foi descoberto durante uma vistoria feita nas celas do presídio, quando foram encontrados o revólver, munições, serras, facas e celulares.

O grupo planejava render o funcionário responsável pelas celas e os policiais civis de plantão e acessar um veículo que estaria esperando do lado de fora.

Os seis detentos identificados na ação foram autuados em novo flagrante delito. O caso foi remetido ao núcleo corregedor da Delegacia Seccional de Carapicuíba para apuração de eventual ilícito funcional na concessão da visita.