Experiência imersiva com roupa sensorial faz parte do treinamento para tornar o atendimento mais inclusivo

Subir escadas com os movimentos limitados, enxergar menos e precisar de mais tempo para se deslocar. Parece simples, mas essa é a realidade de milhões de pessoas no Brasil.
Para ajudar seus colaboradores a compreender esses desafios e prepará-los melhor para o atendimento ao público, a ViaMobilidade, concessionária das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, passou a utilizar uma roupa sensorial de 10 quilos no treinamento de suas equipes.
A tecnologia, equipada com limitadores de movimento e recursos que simulam diferentes condições visuais, permite que agentes de atendimento e segurança vivenciem situações semelhantes às enfrentadas diariamente por idosos, pessoas com deficiência e passageiros com mobilidade reduzida.

A expectativa é que mais de 1.200 profissionais participem da experiência. O objetivo é ampliar a percepção sobre as necessidades dos clientes e fortalecer práticas de acolhimento e atendimento.
Acessibilidade na prática
Para Nathalia Souza, coordenadora de atendimento das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, a iniciativa ajuda os colaboradores a enxergar detalhes da jornada que muitas vezes passam despercebidos.
“Ao vivenciar essas limitações, o agente passa a perceber detalhes da jornada que muitas vezes passam despercebidos. Isso contribui para um atendimento mais atento, seguro e humanizado para todos os clientes”, afirma.

A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla da ViaMobilidade para tornar a experiência dos passageiros cada vez mais inclusiva. Afinal, acessibilidade não se resume à infraestrutura. Ela também envolve acolhimento, orientação e a capacidade de compreender as dificuldades enfrentadas por quem precisa de mais apoio durante seus deslocamentos.
Muito além da infraestrutura
Embora o treinamento chame a atenção, ele é apenas uma das iniciativas adotadas pela concessionária. Nos últimos quatro anos, a ViaMobilidade implantou 15 escadas rolantes, 15 elevadores, nove passarelas e 13 quilômetros de piso tátil.
As intervenções incluem ainda adequação da comunicação visual, implantação de sanitários acessíveis, melhorias nos acessos externos, estruturas de apoio para ciclistas e novos dispositivos de orientação e segurança.
Atualmente, 33 das 42 estações das duas linhas contam com algum equipamento ou adequação relacionada à acessibilidade.
Segundo Adriana Martins, diretora de Engenharia de Implantação responsável pelas obras nas linhas 8 e 9, o foco dos investimentos é reduzir barreiras e ampliar a autonomia dos passageiros.
“Quando falamos de acessibilidade, falamos da experiência das pessoas. Nosso objetivo é reduzir barreiras, facilitar deslocamentos e garantir que todos os clientes possam utilizar as estações com mais autonomia e segurança”, explica.
Mudanças que os passageiros já percebem
As melhorias beneficiam especialmente idosos, pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e famílias com crianças pequenas, mas também contribuem para tornar as viagens mais confortáveis para todos os usuários do sistema.
Os resultados já começam a aparecer na avaliação dos passageiros. Segundo levantamento realizado pelo instituto Atlas Intel, a percepção sobre acessibilidade e mobilidade melhorou 77% desde o início da concessão, em 2022.
O objetivo é fazer com que cada pessoa consiga utilizar as estações e os trens com mais independência, conforto e segurança. E isso passa tanto por elevadores e passarelas quanto pela capacidade de entender, na prática, os desafios enfrentados por quem mais precisa deles.
As linhas 8 e 9 seguem em transformação. Saiba mais em viamobilidade.com.br.



































Siga nossas redes
Veja nossos perfis em cada rede e fique por dentro das novidades.