Após 18 dias, mãe reencontra em Praia Grande filha de 10 anos que havia sido sequestrada pelo pai

Após 18 dias, mãe reencontra em Praia Grande filha de 10 anos que havia sido sequestrada pelo pai

Homem desapareceu com a menina em 20/9 depois de dopar e agredir a mãe em um hotel em Barueri; durante o sequestro, ele chegou a enviar mensagens para a mãe ameaçando até matar a menina

A menina de 10 anos sequestrada pelo pai há 18 dias em Barueri e que estava desaparecida desde então, foi localizada pela Polícia Militar no município de Praia Grande, no litoral paulista, e entregue à mãe, Jéssika Ferreira da Silva, na quarta-feira, 7/10. Wellington Ferreira da Silva desapareceu com a menina em 20/9 depois de dopar e agredir a mãe em um hotel em Barueri.

A juíza Cecília Nair Siqueira Prado Euzebio, da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Barueri, havia determinado a busca e apreensão da vítima, mandando expedir um mandado com urgência, em 28 /9. Na mesma decisão, a juíza concedeu a guarda unilateral da menina para a mãe e suspendeu o direito de convivência do pai até uma nova decisão.

Durante o período em que a criança esteve desaparecida, Wellington enviou mensagens a Jessika com ameaças. Ele chegou a dizer que apenas o corpo da filha seria encontrado. Em uma delas, disse que faria a mulher “sofrer eternamente”.

Contra ele havia uma ordem de prisão pelos crimes de sequestro e cárcere privado. Na noite de terça-feira, 6/10, uma equipe policial reparou no suspeito, que caminhava com a filha na calçada.

Foi feita a abordagem e os policiais entrevistaram a menina e o homem separadamente, quando a criança demonstrou precisar de ajuda. Ela contou aos policiais que havia sido levada à força pelo pai e que a mãe já havia denunciado o caso à polícia.

Enquanto era feita a pesquisa no banco de dados da segurança, Wellington fugiu na direção da orla da praia, mas foi alcançado. Ele tentou reagir à contenção, mas acabou sendo algemado.

A criança foi levada para o pronto-socorro e o pai foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foi decretada a prisão em flagrante por sequestro e cárcere privado.

Em entrevista à televisão, Jéssika afirmou estar preocupada com a condição psicológica da menina. “Ela falou para o policial que ele falava que ia matar ela, então a cabecinha dela deve estar destruída, cheia de trauma. Não sei o que ela passou esses 18 dias”, declarou a mãe.